Contente
- Introdução
- Cleópatra
- Imperatriz Viúva Tseu-Hi
- Catarina, a Grande
- Elizabeth 1ª
- Vitória
- Maria Teresa da Áustria
- Wu Zetian, imperatriz chinesa
- Imperatriz Teodora
- Isabel de Castela
Introdução
Ao longo da história, algumas mulheres conquistaram papéis de destaque e poder. Mesmo durante a Antiguidade e a Idade Média, há registros de mulheres como comandantes e chefes de Estado de regiões importantes como Egito, China, Rússia e até mesmo Inglaterra, que tiveram representantes femininas de peso, como as rainhas Elizabeth 1ª e Vitória, responsáveis por alguns dos períodos de maior crescimento da região. Conheça algumas das mulheres mais poderosas da história!
Konstantin Yolshin/Hemera/Getty Images Guardar
Cleópatra
Cléopatra foi a última governante do Egito Antigo. Brilhante estrategista, a rainha se associou com os imperadores romanos Júlio César e Marco Antônio, inclusive como amante, para garantir que se manteria no trono de um Egito independente. Isso porque, no auge da consolidação do Império Romano, as terras próximas ao Rio Nilo eram consideradas valiosas. Ela teve êxito até a conquista de Roma por Otaviano, que culminou no suicídio de Marco Antônio e da rainha Cleópatra, aos 39 anos de idade, em 69 a.C.
Reprodução Wikimedia Commons|domínio público GuardarImperatriz Viúva Tseu-Hi
A Imperatriz Viúva Tseu-Hi nunca foi coroada governante da China, mas se tornou regente em 1861, por um desvio na linha sucessória. Concubina do imperador Xiangfeng, foi a única a gerar um filho — o imperador Tongzhi, herdeiro do trono. Xiangfeng morreu, seis anos depois, e o menino foi coroado. Tseu-Hi seguiu no poder mesmo após a morte de seu herdeiro, em 1875, ao emplacar seu sobrinho menor de idade como Imperador. Deixou a função em 1908, depois de um papel de destaque na resistência chinesa à dominação britânica, principalmente no Levante dos Boxers (1900-1901).
Reprodução Wikimedia Commons|domínio público Guardar
Catarina, a Grande
Catarina, a Grande nasceu na Prússia, região que hoje pertence à Alemanha, e chegou ao trono da Rússia por um golpe de estado que matou seu marido, Pedro 2°, após a Guerra dos Sete Anos (1754-1763). A czarina foi responsável por um período de bonança no país, que se tornou uma das grandes potências europeias. Ela incentivou a modernização russa, seguindo os passos do marido. Hoje, é sabido que Catarina trocou correspondências com o filósofo francês Voltaire sobre os principais temas em voga durante o Iluminismo e chegou a abrir uma faculdade para mulheres na Rússia.
GeorgiosArt/iStock/Getty Images GuardarElizabeth 1ª
Elizabeth 1ª era filha do rei Henrique 8°, criador da Igreja Anglicana, com Ana Bolena. Após o nascimento da herdeira, o rei acusou a esposa de conspiração e a matou. Quando Elizabeth ascendeu ao trono, em 1558, decidiu não se casar — contrariando a prática, comum na época, de casamentos arranjados para consolidar alianças entre reinos. Um de seus principais êxitos políticos foi a humilhante derrota imposta à Armada da Espanha em 1588, quando os ibéricos tentaram conquistar as ilhas britânicas. Elizabeth 1ª morreu em 1603, aos 69 anos.
Reprodução Wikimedia Commons|W. & D. Downey|domínio público Guardar
Vitória
A rainha Vitória teve o reinado mais longo de toda a história da Inglaterra, de 1837 a 1901. Mãe de nove filhos, que se casaram com diversos monarcas europeus, ela foi apelidada na época de "A avó da Europa". Vitória foi a rainha que conduziu o Reino Unido ao seu período de maior riqueza, com a conquista de colônias por todo o mundo e expansão do império ao Oriente, para regiões como a Índia e a China. O período vitoriano também teve implicações na cultura, na arquitetura e nas artes, marcadas pelo conservadorismo estético e nos costumes.
Reprodução Wikimedia Commons| Martin van Meytens|domínio público GuardarMaria Teresa da Áustria
O rei Carlos 6° da Áustria passou boa parte da vida tentando assegurar que sua filha, Maria Teresa, herdasse a coroa. Contudo, após sua morte em 1740, a França e reinos germânicos repudiaram a decisão e iniciaram a Guerra de Sucessão Austríaca, que durou nove anos. Vitoriosa, Maria Teresa promoveu a agricultura, reformas financeiras e de educação (inclusive introduzindo o ensino da língua alemã) e reorganizou o exército. Ela, porém, não permitiu liberdade de culto além do catolicismo. Maria Teresa foi mãe de Maria Antonieta, rainha da França retratada no filme homônimo, da cineasta norte-americana Sofia Coppola.
Reprodução Wikimedia Commons|British Library, Shelfmark Or. 2231|domínio público GuardarWu Zetian, imperatriz chinesa
Wu Zetian nasceu no ano de 625 e foi a única mulher a ocupar oficialmente o trono chinês em mais de quatro mil anos de história. Oriunda de uma família próxima aos círculos do poder, ela se tornou imperatriz em 690, desafiando os confucionistas. Por causa disso, um de seus grandes legados foi a difusão do budismo na China, doutrina que legitimava sua permanência no trono. Ela fundou sua própria dinastia, Zhou, e ficou conhecida como Imperatriz Wu. Os registros históricos mostram que o reinado dela foi pautado pela crueldade e perseguição aos opositores.
Reprodução Wikimedia Commons|Meister von San Vitale in Ravenna|domínio público GuardarImperatriz Teodora
Mesmo com a queda de Roma, o império romano seguiu forte na sua porção oriental, em Constantinopla (atual Istambul). Em 527, subiu ao trono o Imperador Justiniano, que deu poderes de regente à esposa, a Imperatriz Teodora. Bizâncio se tornou uma das mais ricas e modernas capitais imperiais à época. Sob o comando de Teodora, a cidade foi renovada — a Basílica de Santa Sofia é uma das construções do período. Teodora foi determinante na ascensão da atual Turquia como uma nação poderosa mundialmente, condição que manteve até o fim do Império Otomano.
Reprodução Wikimedia Commons|domínio público GuardarIsabel de Castela
Isabel de Castela, ao contrário da rainha Elizabeth 1ª, usou o casamento para consolidar sua posição de poder na Europa. Ela se casou com Fernando, rei de Leão, e a aliança permitiu importantes feitos. Um deles foi a expulsão dos mouros de Granada, em 1492, que permitiu a unificação do país com limites parecidos com os que conhecemos hoje. Os "reis cristãos", como eram conhecidos, também financiaram a esquadra de Colombo que encontrou a América naquele mesmo ano. Isabel teve um papel decisivo na história ao contribuir para a expansão do império espanhol, cujo apogeu foi no século 16.